Depois do susto com a "avalanche" da direita no primeiro turno, a equipe do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) admitiu que a campanha do segundo turno terá de "mudar muito" para tentar reverter o resultado classificado de "péssimo".
A sensação entre assessores presidenciais era de quem foi atropelado por uma onda bolsonaristas que não estava no radar da campanha petista.
"O que estamos assistindo é uma avalanche da direita. Péssimo para nós, não estávamos prevendo essa onda bolsonarista tão forte nesta reta final. Vamos ter de repensar tudo para o segundo turno para vencermos o bolsonarismo", refletiu um líder da campanha do presidente Lula ao blog na noite de domingo (04).
Flávio Bolsonaro supera votação do pai em 2022 e 2018 no 1º turno
A campanha petista ficou atônita não só com o avanço de Flávio Bolsonaro, mas também com a vitória da direita no Senado. Lula encolheu no Sudeste e perdeu votos até no Nordeste.
"Ninguém previu essa derrota, principalmente em Minas", admitiu um conselheiro de Lula no Estado.
Agora, a ordem é mudar a campanha para o segundo turno. Nesta segunda-feira (05), Lula já vai reunir sua equipe para discutir a nova estratégia desta reta final. Um dos focos será convencer quem se absteve, um recorde para o primeiro turno, mais de 33 milhões de eleitores, a comparecer no segundo turno.
Outra mudança será falar mais do que pode ser um quarto mandato de Lula do que ficar falando do legado.
