Os candidatos derrotados Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão) descartaram formalizar apoio a qualquer chapa no segundo turno das eleições presidenciais.
Ambos anunciaram neutralidade e criticaram o cenário político nacional logo depois da confirmação do resultado das urnas. Juntos, os candidatos somam pouco mais de seis milhões de votos.
Cury declarou que adotará uma postura de recolhimento total durante a nova etapa da campanha. O escritor afirmou que colocou suas propostas à disposição dos finalistas, mas descartou engajamento partidário.
Silêncio de Cury e liberação de voto por Renan
"Eu me silencio completamente em relação àqueles que estarão no segundo turno", disse Cury ao comunicar sua decisão. O candidato do Avante afirmou que não indicará voto para nenhum dos concorrentes.
Renan Santos adotou o mesmo tom ao "liberar" seus eleitores e militantes para a votação de segundo turno. "Façam o que quiserem", afirmou o dirigente do Missão em declaração transmitida online ao comunicar que não apoiará nenhum lado na reta final.
Críticas ao pleito e continuidade política
O representante do Missão criticou o avanço dos nomes mais votados no primeiro turno e projetou estabilidade nas dificuldades do país. "Nada vai se alterar muito", disse. "Não é que o Brasil vai ficar horrível, não vai. Não é que vai ficar bom, não vai."
Apesar do resultado, Renan negou abalo com a derrota na estreia do partido e garantiu a continuidade do projeto político.
