Após ser adiado três vezes, o interrogatório do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, réu pelos crimes de feminicídio, cometido contra a esposa, a policial Gisele Alves Santana, e fraude processual, por ter interferido na cena do crime e no curso do caso, deve ocorrer nesta segunda-feira (5), no Fórum Criminal da Barra Funda, em São Paulo.
De acordo com Eugenio Malavasi, um dos advogados que compõe a defesa de tenente-coronel, a sessão, que será guiada pelo exercício de autodefesa, por parte de Rosa Neto, deve iniciar às 13h e não há previsão de término.
O TJSP (Tribunal de Justiça de São Paulo) havia adiado o interrogatório no dia 4 de setembro após a defesa do réu solicitar a junção de auto diligências complementares ao inquérito. A oitiva de Geraldo estava marcada para julho e foi remarcada pela primeira vez para agosto.
O tenente-coronel está preso preventivamente no Presídio Militar Romão Gomes, na zona Norte de São Paulo, desde março deste ano.
Descarta suicídio
Um novo laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo, o qual a CNN Brasil teve acesso na sexta-feira (3), concluiu que a soldado Gisele não cometeu suicídio. O documento destaca a “impossibilidade de que Gisele tenha atirado contra a própria cabeça”.
O segundo laudo manteve o mesmo resultado que a documentação anterior e contradiz a versão dos fatos apresentados pelo tenente-coronel.
