Estudantes do ensino médio bloquearam o acesso a escolas em várias partes da França nesta segunda-feira (5), em continuidade aos protestos contra as condições da educação no país.
A porta-voz do governo francês, Maud Bregeon, afirmou que entre 400 e 500 escolas estavam fechadas nesta segunda-feira em razão dos protestos. Segundo ela, as autoridades manterão as medidas “pelo tempo que for necessário”.
“Fotos e imagens que vimos nos últimos dias, especialmente na semana passada, perto dos colégios, mostram uma violência extrema, com policiais, gendarmes, bombeiros, funcionários da educação, jornalistas e estudantes sendo alvos”, disse Bregeon. “Tudo isso é, naturalmente, absolutamente inaceitável.”
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A porta-voz afirmou que o governo não pretende ignorar reivindicações que considera legítimas, mas fez uma distinção entre manifestações pacíficas e episódios de violência.
“Há uma diferença enorme entre estudantes do ensino médio que têm coisas a dizer, mais uma vez, de forma pacífica e legítima, e a violência urbana”, afirmou.
Em Paris, estudantes bloquearam a entrada do tradicional Liceu Turgot e exibiram cartazes como “Para sermos ouvidos, não para sermos gaseados” e “Eles queriam ser ouvidos, acabaram sendo maltratados”.
Em Aubervilliers, nos arredores da capital, manifestantes protestaram em frente ao Liceu Henri Wallon.
