O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, convocou uma eleição antecipada para 29 de novembro nesta segunda-feira (5), em uma tentativa de fortalecer seu mandato depois que um Parlamento fragmentado rejeitou na semana passada os principais decretos do governo sobre habitação, em meio a protestos em todo o país.
A eleição antecipada é uma aposta de alto risco para Sánchez, cujo Partido Socialista aparece atrás em quase todas as pesquisas de opinião. Uma derrota eleitoral significaria o fim de um dos últimos governos de esquerda da Europa, em um momento em que a extrema direita conquista espaço sem precedentes em toda a região, à medida que uma parcela crescente dos eleitores europeus se afasta do centro político.
No entanto, Sánchez, um habilidoso articulador político, provou repetidamente ser capaz de surpreender aqueles que há muito tempo consideravam sua carreira política encerrada.
“Precisamos renovar o apoio da população”, disse Sánchez em pronunciamento televisionado. “Precisamos mobilizar e conquistar uma maioria progressista muito maior no Parlamento, que nos permita superar interesses estabelecidos, promover novos avanços sociais e continuar transformando a Espanha.”
O primeiro-ministro reconheceu ter cometido erros e não ter cumprido algumas de suas promessas de campanha.
