Por Gabe Bullard
Desde a 1ª proposta, eu sabia que queria cobrir a indústria de notícias em meu livro, “Against Convenience” [Contra a Conveniência]. O livro analisa a tecnologia ao nosso redor e questiona se ela realmente melhora nossas vidas. Pedir comida por aplicativo vale o preço mais alto? Ouvir música por streaming é melhor do que colecionar CDs ou MP3s?
O jornalismo encarna o paradoxo da conveniência moderna: temos acesso a mais informações do que nunca, mas a desinformação e o partidário estão desenfreados, enquanto os produtores de informação confiável lutam para manter a sustentabilidade financeira.
Além disso, pensei que, se iria criticar outros setores,tecnologia, entretenimento, fabricação de eletrodomésticos, não poderia evitar o meu próprio. Não sei o quanto o leitor comum não jornalista se interessa pelas operações diárias do mercado de notícias, por isso tentei olhar no espelho mais do que para o próprio umbigo. Queria oferecer ideias sobre por que nós, como público, consumimos as notícias que consumimos,ou por que não vemos as notícias de que podemos precisar.
Relembrei minha carreira, conversei com especialistas e li todos os artigos acadêmicos que consegui encontrar. As notícias, assim como a situação do mercado jornalístico, não eram animadoras. Mas terminei o processo um pouco mais esperançoso do que quando comecei.
