Quanto maior o patrimônio financeiro, mais complexas tendem a ser as decisões de investimento. A escolha entre renda fixa, fundos, ações, ativos internacionais e alternativas envolve diversificação, liquidez, risco, tributação e planejamento de longo prazo.
Nesse contexto, a carteira administrada pode ser uma alternativa para investidores de alta renda que preferem contar com uma gestão profissional. Em vez de tomar individualmente todas as decisões de compra, venda e alocação, o investidor estabelece uma estratégia com o gestor e delega a ele a execução da política de investimentos.
A atividade de administração profissional de carteiras é regulada pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e a gestão de recursos por conta do investidor só pode ser exercida por profissional ou instituição autorizada pela autarquia.
No entanto, investidor qualificado não significa que uma pessoa precise de uma carteira administrada. A classificação da CVM está relacionada ao enquadramento regulatório do investidor, enquanto a contratação de gestão profissional depende de suas necessidades, objetivos e preferência pela delegação das decisões.
O que é um investidor qualificado
Segundo a Resolução CVM 30, são considerados investidores qualificados as pessoas físicas ou jurídicas que tenham mais de R$ 1 milhão em investimentos financeiros e atestem por escrito essa condição mediante termo próprio.
