O deputado federal Arnaldo Jardim classificou como um “descritério” a regra que atribui exclusivamente aos geradores de energia os custos das baterias e defendeu manter o leilão previsto para dezembro, apesar do risco de judicialização.
Em entrevista ao Mapa da Mina, da CNN, o parlamentar sustentou que o leilão para sistemas de armazenamento deve receber o mesmo tratamento das demais tecnologias contratadas para garantir o abastecimento de eletricidade.
Segundo Jardim, os certames anteriores tiveram seus custos rateados entre os consumidores, enquanto a contratação das baterias ficou vinculada ao segmento de geração.
“Temos outros leilões que têm o mesmo objeto”, disse. “No caso das baterias, isso ficou vinculado aos geradores. Acho que é um descritério. O projeto que proponho é uma isonomia e uma regra geral para ter uma comparação mais adequada de custos”, disse.
A posição do deputado reforça apenas um dos lados da disputa sobre quem deve bancar o custo das baterias. Para Jardim, as baterias oferecem um serviço de segurança ao sistema elétrico, ao permitir que energia produzida em determinados períodos seja guardada e utilizada quando necessária. Nessa avaliação, o benefício ultrapassa as empresas de geração e justifica incluir os consumidores no custeio.
“Então precisamos ter baterias para evitar que as oscilações levem a interrupção e blecautes”, afirmou, ao comentar a variabilidade da geração renovável.
