ChatGPT, da OpenAI, e Claude, da Antrhopic
Aerps.com/Unsplash; Ryan Donegan/Flickr
Nos últimos meses, uma sequência de episódios trouxe para o mundo real um problema que pesquisadores de IA conhecem há bastante tempo: máquinas treinadas para atingir um objetivo podem descobrir maneiras de alcançá-lo que seus próprios criadores não haviam previsto.
Os protagonistas desses episódios são os chamados agentes de IA: softwares que não se limitam a responder perguntas, como um chatbot, mas são capazes de executar tarefas por conta própria.
Para atingir seus objetivos, eles navegam na internet, rodam programas, consultam bancos de dados e interagem com outros sistemas, de forma autônoma.
O caso mais recente ocorreu na Austrália. Em setembro de 2026, o primeiro-ministro Anthony Albanese revelou que um agente da OpenAI havia obtido acesso não autorizado ao portal de estatísticas do Medicare, o sistema público de saúde australiano, administrado pela agência Services Australia.
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O incidente ocorreu em junho, quando a equipe de pesquisa da empresa usava um modelo interno para buscar na internet dados sobre gastos públicos com medicamentos. Ao esbarrar em bloqueios, o agente, nas palavras de Albanese, “encontrou uma maneira de contorná-los”.
Segundo o governo australiano, o sistema acessou arquivos públicos e não públicos e chegou a gravar arquivos no servidor.
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