O 2º turno das eleições presidenciais de 2026 será, pela 3ª vez seguida, composto por um candidato do PT e um integrante da família Bolsonaro. Tentaram romper a polarização imposta pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) os candidatos Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo), além de outros 6 candidatos. Juntos, esses postulantes ao Planalto alternativos somaram 7,81% dos votos válidos.
O resultado mantém um padrão observado desde a redemocratização. Nenhuma candidatura que tenha tentado quebrar a polarização ideológica da disputa conseguiu chegar ao 2º turno. A expectativa em torno de uma 3ª via se pareceu nas últimas 9 eleições mais com wishful thinking (quando se confunde um resultado desejado com sua probabilidade de ocorrer) de parte da sociedade.
Não há de se confundir o 3º colocado de uma eleição com uma 3ª via. São diferentes na medida em que o 2º descreve uma estratégia política: apresentar-se como alternativa aos 2 campos que concentram a maior parte do eleitorado. Se Caiado, por exemplo, tivesse ultrapassado Flávio e avançado ao 2º turno contra Lula, o senador do PL seria o 3º colocado, mas não passaria a ser uma “3ª via”. Caiado é que teria conseguido romper a configuração da disputa ao retirar um dos 2 polos até então dominantes do confronto final.
TERCEIRAS OPÇÕES
Caiado buscou ocupar explicitamente esse espaço durante a campanha.
