A eleição de 2026 deixou Hugo Motta (Republicanos-PB) e Davi Alcolumbre (União Brasil-AP) diante de um Congresso diferente daquele que os levou às presidências da Câmara e do Senado em 2024.
Os 2 já se movem para continuar no comando das Casas em 2027. Mas chegam à disputa com uma dificuldade adicional: a nova composição do Congresso será mais à direita, justamente depois de os 2 terem se aproximado de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) às vésperas do pleito.
Para Motta, a eleição trouxe ainda uma derrota familiar e uma queda expressiva na própria votação. Para Alcolumbre, o revés foi territorial: seu grupo perdeu o governo do Amapá e não conseguiu eleger nenhum dos 2 nomes que disputavam vagas no Senado.
A partir de 2027, ambos terão de reconstruir pontes. E, para isso, terão de negociar com uma bancada de direita maior e mais desconfiada de suas relações com o governo.
A ressaca de Hugo Motta
Motta foi reeleito deputado pela Paraíba, mas perdeu votos. Passou de 158.171, em 2022, para 124.334 -queda de 21,4%.
O resultado ganha peso diante da aposta que fez na eleição do pai, Nabor Wanderley, para o Senado. Motta se aproximou de Lula e declarou apoio à reeleição do presidente. A expectativa era contar com o petista para fortalecer Nabor na disputa.
Não aconteceu. Nabor terminou em 3º lugar, com 20,91% dos votos, atrás de João Azevêdo (PSB) e Veneziano (MDB) -esse último apoiado por Lula.
Agora, terá de negociar para tentar permanecer no comando da Casa.
