As eleições deste domingo (4) impuseram derrotas a alguns dos principais nomes da política. Renan Calheiros (MDB), Ciro Nogueira (PP) e Gleisi Hoffmann (PT) estão entre as lideranças que não conquistaram as vagas que disputavam no Senado.
Os resultados atingiram diferentes campos políticos e expuseram os limites da influência nacional nas disputas estaduais. Ao mesmo tempo, fortaleceram o PL (Partido Liberal), que conquistou 19 das 54 cadeiras em disputa na Casa Alta, mais do que qualquer outra legenda.
Uma das derrotas mais simbólicas ocorreu em Alagoas. Após quatro mandatos consecutivos, Renan Calheiros não conseguiu se reeleger e deixará o Senado em 2027, encerrando uma sequência de 32 anos na Casa. As vagas ficaram com Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB).
A família Calheiros sofreu uma segunda derrota com Renan Filho (MDB), que perdeu a disputa pelo governo para JHC (PSDB).
No Piauí, Ciro Nogueira (PP) também não conseguiu renovar o mandato. Citado no caso Master, presidente nacional do Progressistas e um dos principais nomes do centrão, o ex-ministro da Casa Civil de Jair Bolsonaro (PL) foi superado por Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD).
Em Santa Catarina, Esperidião Amin (PP) ficou fora do Senado apesar de uma das trajetórias mais longevas da política estadual. Duas vezes governador e duas vezes prefeito de Florianópolis, ele também foi deputado federal e disputou a Presidência da República em 1994.
