O economista José Paulo Kupfer afirmou neste domingo (4.out.2026) que o endividamento e a inadimplência das famílias são fatores de “imensa importância” para explicar a rejeição ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no fim de seu 3º mandato.
A declaração foi dada ao Poder Eleições, durante a live especial do Poder360 sobre a apuração do 1º turno das eleições de 2026.
“O endividamento recorde das famílias e a consequente inadimplência recorde das famílias é, na minha opinião, fator de imensa importância nessa rejeição desse último mandato do Lula”, afirmou.
Na avaliação de Kupfer, a situação financeira das famílias limitou o consumo, estratégia associada aos governos Lula para estimular a atividade econômica.
“Esse endividamento e essa inadimplência fizeram com que o consumo, que é a receita que o Lula sempre usou para bombar a economia e ganhar votos, estimular o consumo das famílias, isso não aconteceu”, disse.
Segundo o economista, o governo adotou uma política fiscal expansionista e tentou estimular a demanda, mas o consumo perdeu força.
Kupfer afirmou que o 3º mandato de Lula registrou crescimento econômico, geração de empregos e redução da pobreza, mas não conseguiu atender às expectativas de parte da população.
“Teve crescimento econômico razoável, mas insuficiente, teve emprego, teve redução de pobreza, teve várias coisas positivas, mas, fundamentalmente, não teve a capacidade de atender às aspirações que a população estava procurando”, declarou.
