O estrategista político Wilsinho Pedroso atribuiu neste domingo (4.out.2026) o crescimento de Flávio Bolsonaro (PL) na reta final da campanha ao chamado “voto útil” de eleitores da direita.
Em entrevista ao Poder Eleições, durante a live especial do Poder360 sobre a apuração do 1º turno, Pedroso afirmou que, diferentemente da esquerda, a direita chegou à disputa presidencial dividida entre diferentes candidaturas.
Segundo o estrategista, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) concentrou desde o início da campanha o eleitorado de esquerda, enquanto os votos da direita estavam distribuídos entre Flávio, Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo), Augusto Cury e Renan Santos (Missão).
“O presidente Lula, ou a esquerda, saiu toda com um nome só, diferente das outras eleições, onde o PDT tinha um candidato, o PC do B, o Psol tinha algum candidato. Dessa vez, a esquerda saiu de uma forma totalmente unida em nome do presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, afirmou.
Pedroso disse que esse cenário dava a Flávio mais espaço para crescer nos últimos dias da disputa com a migração de eleitores de outros candidatos.
“O Flávio tinha margem de crescimento para esse ‘split’ final, que é o famoso voto útil, onde as pessoas acabam migrando o voto para um candidato de que gostam menos, mas para vencer o que elas não gostam muito mais, que, no caso, é o presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, declarou.
