A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) foi a primeira senadora eleita no Brasil neste domingo (4), conquistando uma vaga no Senado Federal pelo Distrito Federal com 29,04% dos votos.
Segundo o analista de política Pedro Venceslau, a vitória ocorre ao fim de uma campanha marcada por divisões internas no Partido Liberal e por uma relação tensa com Flávio Bolsonaro, candidato da legenda à Presidência da República.
“Michelle Bolsonaro não teve nenhuma agenda de rua, nenhuma atividade ao lado de Flávio Bolsonaro. Os dois chegaram a gravar vídeos juntos, pedindo votos e fazendo convocações, mas não participaram de atividades conjuntas nem no Distrito Federal nem em outras regiões”, destacou Venceslau.
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Crise interna durante a campanha
A relação entre Michelle e Flávio Bolsonaro foi motivo de uma das primeiras crises da campanha. Ainda em junho, Michelle gravou um vídeo afirmando que havia sido desrespeitada pelo filho de Jair Bolsonaro (PL), abrindo uma crise interna no partido.
Posteriormente, ela gravou um novo vídeo de apoio a Flávio, exibido na Convenção Nacional que o lançou oficialmente como candidato à presidência. “Nesse vídeo, porém, Michelle citou poucas vezes o nome de Flávio, sinalizando que não faria uma campanha colada à do senador”, observou o analista.
