A equipe de campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) já mira, a partir deste domingo (4.out.2026), os eleitores que se ausentaram na votação de 1º turno. Trata-se de uma tentativa de diminuir a distância em relação ao candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro, que vai com vantagem para o 2º turno. Há uma resignação de que é muito difícil buscar votos de candidatos de direita, como Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD), mesmo com o presidente nacional do PT, Edinho Silva, tendo sinalizado na 6ª feira (2.out) que buscava conversar com a direita “democrática”.
Quando aproximadamente 64% das urnas foram apuradas, havia uma vantagem de 7 pontos de Flávio para Lula e a campanha aguardava uma redução dessa vantagem. Também há a percepção de que as pesquisas eleitorais falharam em detectar os votos para a direita.
Lula acompanhava neste noite, em um hotel de São Paulo (SP), o resultado com aliados, como Edinho Silva, e ministros, entre os quais Sidônio Palmeira (Secom) e Marcio Elias Rosa (Indústria). Por volta das 20h35, Sidônio estava fora da sala e acompanhava a apuração pelo telão.
Na campanha, expressões como “perplexidade” e “susto” foram utilizadas para descrever as reações ao resultado considerado inesperado. Em contrapartida, Lula estava “sereno”, de acordo com um dos integrantes da campanha, que se disse impressionado pelo presidente não se abater diante do cenário adverso.
Outros aliados também se juntaram a Lula conforme a apuração avançava.
