Se você cresceu no Brasil nas últimas décadas do século XX, é quase certo que já tentou fazer manobras lendárias como a “voltas ao mundo” ou o “cachorrinho passeando”. A febre do ioiô no Brasil ganhou força a partir dos anos 1980 e 1990, impulsionada por promoções de marcas de refrigerantes que distribuíam modelos de acrílico translúcido e promotores que faziam demonstrações ao vivo. O que parecia apenas um fenômeno nostálgico das tardes brasileiras, no entanto, é a continuação de uma história que começou há mais de 2.500 anos.
Dos vasos da Grécia Antiga aos mitos de caça no Sudeste Asiático
Apesar de ter marcado a infância de gerações de brasileiros, a origem desse objeto milenar remonta a pelo menos 500 a.C. Vasos de cerâmica preservados no Museu do Louvre mostram crianças gregas brincando com discos de terracota conectados por um eixo central. Na época, esses artefatos eram chamados de diskos e também serviam como oferendas aos deuses na passagem para a vida adulta.
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Ao longo do tempo, o objeto espalhou-se pela Ásia. Nas Filipinas, o item ganhou o nome popular de “yo-yo”, termo derivado do idioma tagalo que significa “voltar” ou “vir”.
