A disputa pela Presidência da República está oficialmente encaminhada para o segundo turno entre Flávio Bolsonaro (PL) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O Datafolha projetou a nova rodada quando 64,81% das seções estavam apuradas: Flávio tinha 49,58% dos votos válidos e Lula, 42,25%. O segundo turno está marcado para 25 de outubro.
Paralelamente, nomes conhecidos da esquerda sofreram derrotas importantes nas disputas pelo Senado. No Paraná, Gleisi Hoffmann (PT) ficou fora das duas vagas, conquistadas por Filipe Barros (PL) e Deltan Dallagnol (Novo); Gleisi aparecia com 13,29%. No Rio Grande do Sul, Manuela d’Ávila (PSOL) e Paulo Pimenta (PT) também ficaram de fora, enquanto Sanderson (PL) e Marcel van Hattem (Novo) foram eleitos. No Distrito Federal, Erika Kokay (PT) terminou atrás de Michelle Bolsonaro e Bia Kicis, ambas do PL.
Outros nomes ligados à esquerda também apareciam em situação desfavorável durante a totalização. Benedita da Silva (PT) estava em terceiro lugar na disputa pelo Senado do Rio, atrás de Carlos Portinho e Carlos Jordy, ambos do PL. No Amapá, Randolfe Rodrigues (PT) aparecia em terceiro, atrás de Rayssa Furlan e Lucas Barreto, portanto fora das duas vagas naquele momento.
Na Câmara dos Deputados, porém, é preciso cautela antes de afirmar que “a maioria de todos os candidatos de esquerda não foi eleita”, porque a eleição é proporcional e a totalização nacional ainda estava sendo concluída.
