O secretário da Segurança Pública de SP, Guilherme Derrite (PL), durante evento na Academia de Polícia Militar do Barro Branco, em 23/05/2025.
Pablo Jacob/GESP
Ex-capitão da Rota e aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Guilherme Derrite (PP) foi eleito senador por São Paulo com 30,69% dos votos após uma passagem de três anos pela Secretaria da Segurança Pública marcada pelo aumento de mais de 80% das mortes decorrentes de intervenção policial, sob a defesa de uma política de linha dura contra o crime.
A outra vaga coube a André do Prado (PL). Além deles, Marcos Pontes, também do PL, completa a bancada de São Paulo no Senado.
Esta não é a primeira vez de Derrite ocupando uma cadeira no Congresso Nacional. Em 2018, foi eleito deputado federal por São Paulo e, em 2022, foi reeleito. O capitão da reserva é considerado uma das principais lideranças da chamada "bancada da bala", formada por parlamentares ligados às forças de segurança pública e pautas de endurecimento penal.
Entre 2023 e 2025, Derrite deixou a Câmara dos Deputados para comandar a Secretaria da Segurança Pública no governo Tarcísio de Freitas (Republicanos). Durante os três anos como secretário, ele se licenciou duas vezes.
Em março de 2024, ele deixou a função temporariamente para reassumir o posto de deputado federal e ser relator do projeto de lei que acabou com as saídas temporárias, conhecidas como "saidinhas", de presos do regime semiaberto em feriados e datas comemorativas.
Guilherme Derrite chega ao Senado após gestão na Segurança de SP marcada por alta da letalidade policial
