Nas eleições de 2026, o Instituto Questão de Ciência (IQC) se uniu com a Super e com a VEJA SAÚDE para avaliar as propostas dos candidatos à presidência em ciência, tecnologia e saúde. As reportagens serão publicadas até 4 de outubro, o dia do pleito, nos sites das duas revistas. Acompanhe aqui e nas redes sociais: @iqciencia, @revistasuper e @veja_saude
Em 1951, o Brasil criou o CNPq para organizar o apoio à pesquisa científica em escala nacional. Até ali, a ciência já tinha espaço em universidades, museus e institutos de saúde, mas faltava um órgão federal dedicado a coordenar seu fomento.
A iniciativa, fazia parte de um movimento global do pós-2ª Guerra: depois de ver o conhecimento científico mudar os rumos do conflito, governos passaram a tratá-lo como uma peça central do desenvolvimento e da soberania. No mesmo ano, nasceu a Capes, voltada à formação de pessoal de nível superior. Pesquisadores como César Lattes e José Leite Lopes participaram da construção das novas instituições - ambos estavam entre os fundadores do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), em 1949, antes mesmo do CNPq.
Durante a Ditadura Militar, o sistema ganhou novos instrumentos de financiamento e formação. O Parecer Sucupira, de 1965, estabeleceu as bases dos mestrados e doutorados; a Finep surgiu em 1967, e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), em 1969, para apoiar projetos e infraestrutura de pesquisa.
