Uma nova corrida espacial está levando Estados Unidos, Rússia e China a mirar um objetivo que parece saído de um filme de ficção científica: colocar reatores nucleares em funcionamento na Lua.
A NASA quer ter um reator pronto para ser lançado até dezembro de 2030. Do outro lado, uma parceria entre Rússia e China trabalha com a meta de colocar seu próprio sistema em operação até 2036.
A pressa tem relação direta com a disputa pela presença permanente na Lua. Estados Unidos e China querem estabelecer bases no satélite, procurar recursos, como água congelada, e usar a Lua como ponto de partida para missões mais profundas pelo Sistema Solar.
Nesse cenário, a energia nuclear é considerada peça central. O problema é que alguns cientistas alertam que a corrida pode estar avançando rápido demais e criando riscos difíceis de controlar.
“Em uma corrida espacial, sempre haverá competição e, se você colocar a energia nuclear nessa mistura, ela pode tomar um rumo potencialmente mais perigoso”, afirmou Edwin Lyman, diretor de segurança de energia nuclear da Union of Concerned Scientists, ao The New York Times.
Por que levar um reator à Lua?
Uma base lunar permanente precisaria de uma fonte de energia confiável.
