Quando a dúvida é entre air fryer ou micro-ondas para esquentar comida, olhar apenas para a potência em watts pode levar a uma conclusão errada. Um aparelho de 1.500 W não necessariamente gastará mais energia que outro de 1.000 W, porque o consumo também depende do tempo de funcionamento.
A conta básica é simples: basta multiplicar a potência do aparelho pelo tempo ligado e converter o resultado para quilowatt-hora (kWh). É esse valor, e não a potência nominal isolada, que permite comparar o gasto de energia. A seguir, fizemos as contas para descobrir qual deles é mais perigoso para sua conta de luz.
Micro-ondas leva vantagem para esquentar rapidamente
Imagine uma mesma porção de aproximadamente 300 gramas de arroz, feijão e carne já preparados, retirada da geladeira. Em um micro-ondas de 1.000 W, supondo um ciclo de 3 minutos, o consumo teórico seria de aproximadamente 0,05 kWh.
Considerando as tarifas de energia de cinco grandes cidades brasileiras, esses 0,05 kWh representariam aproximadamente:
Curitiba (R$ 0,85/kWh): R$ 0,04
São Paulo (R$ 0,95/kWh): R$ 0,05
Brasília (R$ 0,83/kWh): R$ 0,04
Fortaleza (R$ 0,97/kWh): R$ 0,05
Manaus (R$ 0,84/kWh): R$ 0,04
Já uma air fryer de 1.500 W pode precisar de cerca de 8 minutos para aquecer uma porção semelhante, dependendo do alimento, da temperatura escolhida e do modelo. Nesse cenário, o consumo seria de aproximadamente 0,20 kWh.
