O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, afirmou neste domingo (4) que não há, até o momento, qualquer indício concreto de interferência estrangeira nas eleições brasileiras. A declaração foi dada durante coletiva de imprensa no primeiro turno.
“Até o momento, não temos indicativo concreto de interferência internacional. Muito se falava que poderia vir a partir das plataformas, acredito que o trabalho feito pelo TSE afastou muitos dos problemas que poderíamos ter”, afirmou.
Nunes Marques reforçou que a Justiça Eleitoral não identificou sinais de atuação externa durante a votação. “Nenhum indicativo de nenhum tipo de interferência estrangeira”, disse.
O presidente do TSE atribuiu parte desse cenário ao trabalho realizado pela Corte com as empresas de tecnologia. Em julho, o tribunal firmou acordos de cooperação com plataformas como Meta, X, Telegram, TikTok, Kwai, LinkedIn e Google para as eleições. Em setembro, nove empresas apresentaram planos com medidas de prevenção e resposta a riscos à integridade do pleito.
Suspeitas de interferência dos EUA chegaram ao TSE, STF e PF
A possibilidade de interferência estrangeira, principalmente por parte dos Estados Unidos, tornou-se um dos temas da reta final da campanha. Acampanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) acionou o TSE e o Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir a investigação de uma possível atuação americana no processo eleitoral.
