O governo do Iêmen, apoiado pela Arábia Saudita, anunciou o início de uma grande operação militar para conter os recentes avanços do grupo rebelde houthi, apoiado pelo Irã.
No mês passado, os houthis realizaram uma ofensiva-relâmpago pela costa do Mar Vermelho, assumindo o controle de um importante porto e aumentando a preocupação com a segurança da navegação internacional na região.
O presidente do Conselho Presidencial do Iêmen, Rashad al-Alimi, afirmou em um discurso televisionado neste domingo (4) que as operações militares têm como objetivo recuperar os territórios ainda controlados pelos houthis e restaurar a autoridade do Estado em todo o país.
Uma ofensiva já era amplamente esperada após dezenas de ataques aéreos sauditas contra posições dos houthis e novos avanços do grupo no sul do Iêmen.
Al-Alimi afirmou que a decisão de iniciar a operação foi tomada após a “mobilização, escalada e ataques contínuos das milícias houthis, assim como suas ameaças contra civis, instalações, países vizinhos e rotas marítimas internacionais”.
Os houthis relataram ataques aéreos sauditas contra a capital, Sanaa, no sábado (3) e novamente no início deste domingo. A coalizão liderada pela Arábia Saudita não confirmou os ataques.
Em retaliação a mais de 50 ataques aéreos contra Sanaa e outras localidades, os houthis afirmaram neste domingo que atingiram instalações estratégicas de energia na Arábia Saudita.
