A abstenção nas eleições presidenciais brasileiras vem crescendo de forma constante nas últimas duas décadas. Para o analista de Política da CNN Teo Cury, com a diferença muito apertada nas pesquisas entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), o não comparecimento às urnas pode definir o resultado da disputa em 2026.
Crescimento histórico da abstenção
A série histórica levantada por Teo Cury revela uma trajetória de crescimento contínuo da abstenção no primeiro turno das eleições presidenciais. Em 2006, a taxa era de 16%, o que representava 21 milhões de eleitores que deixaram de comparecer às urnas. Já em 2010, esse número subiu para 24 milhões, elevando a taxa para 18%.
Em 2014, a abstenção alcançou 19,39%, com quase 28 milhões de brasileiros se abstendo de votar no primeiro turno. Em 2018, pela primeira vez nas eleições presidenciais, a marca de 20% foi atingida, com cerca de 30 milhões de eleitores ausentes, em uma disputa que opôs Jair Messias Bolsonaro (PL) e Fernando Haddad (PT).
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Em 2022, em uma eleição descrita pelo analista como extremamente polarizada e disputada voto a voto, a abstenção no primeiro turno chegou a 20,95% do eleitorado brasileiro.
