Caso as regras não mudem, os votos para congressistas no Brasil se converterão em dinheiro no caixa dos partidos para as eleições de 2030, como aconteceu com o resultado de 2022. Mas o valor não é uniforme, varia de acordo com a quantidade de parlamentares de cada Estado. Literalmente, nesse caso, menos significa mais. Quanto menor a população, menos parlamentares e eleitores mais valiosos.
Roraima é o Estado com o menor número de eleitores do Brasil. Sua bancada no Congresso tem o piso constitucional: 11 parlamentares, três no Senado e oito na Câmara. O voto em um senador roraimense vale cerca de R$ 34. Ao mesmo tempo, para o paulista é por volta de R$ 0,40. São Paulo tem 73 congressistas, 70 na Câmara e três no Senado.
Os valores são estimativas realizadas por Oeste com base nas regras para a divisão do Fundo Especial de Financiamento de Campanha, o Fundão, e o volume distribuído por meio dessa verba em 2026. Trata-se da principal fonte oficial de recursos para os partidos gastarem durante as eleições. Neste ano, foram praticamente R$ 5 bilhões, bancados pelo pagador de impostos.
A legislação vigente determina que 2% do Fundão seja repartido integralmente entre todos os partidos. O restante é repartido segundo a bancada de cada legenda, mas por meio de três modalidades com critérios distintos. Apenas uma trata todos os votos com igual valor.
