O candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo) disse que não lembrava da proibição do uso de celular na cabine de votação. O ex-governador de Minas Gerais foi flagrado, ao votar na Escola Estadual Delfim Moreira, no Centro de Araxá, no Alto Paranaíba, utilizando o aparelho eletrônico na hora de escolher os candidatos.
A legislação proíbe portar celular na cabine, mesmo sem registrar imagens. O aparelho deve ser desligado e deixado no local indicado pelos mesários. Já o artigo 312 do Código Eleitoral prevê prisão de até dois anos para quem violar ou tentar violar o sigilo do voto. O enquadramento do caso dependerá da apuração anunciada pela Justiça Eleitoral.
“Ninguém me lembrou ali e eu fui votar normalmente, mas isso não afetou em nada o meu voto, a minha forma de votar. Não fotografei nada, não fiz nada com o celular ali. Fui só votar mesmo. A colinha estava no papel, levei no papel. Se eu tivesse sido alertado, eu entregava na hora”Candidato à Presidência da República Romeu Zema (Novo)
Após a coletiva, Zema seguiu de carro para Belo Horizonte, onde acompanhará a apuração no Bar da Esquina. O candidato também tem uma entrevista coletiva prevista para o fim da apuração.
O presidente do Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), desembargador Carlos Henrique Perpétuo Braga, afirmou neste domingo que será apurada a utilização de celular por parte de Zema na cabine eleitoral.
