Osiris Hernández atua há 29 anos como guia na Cueva del Indio, uma atração turística de Viñales, município no oeste de Cuba. O passeio que ele conduz termina em um barco que, ao sair da caverna, chega a uma pequena praça vazia.
A caverna é paradisíaca. No entanto, em meio aos apagões que começaram anos atrás e à escassez de combustível, decorrente do bloqueio de petróleo imposto pelos Estados Unidos à ilha no início do ano, os turistas pararam de chegar.
No final de janeiro, o governo de Donald Trump ameaçou impor tarifas adicionais aos países que fornecessem petróleo e combustíveis a Cuba, sob o argumento de que a ilha representa um risco à segurança nacional dos EUA por supostamente permitir a atuação de grupos terroristas em seu território, algo que Havana nega.
Desde então, Cuba ficou sem fornecedores, o que impactou não apenas o transporte e a geração de eletricidade, mas também a distribuição de alimentos e os serviços públicos.
O turismo em Viñales não é o clássico de praia; na região, ele é chamado de agroecológico. Muitos moradores adaptaram suas casas para receber estrangeiros que buscam uma experiência diferente: estar no campo, perto das plantações de tabaco e das atividades agrícolas.
Osiris também adaptou as instalações de sua casa para receber visitantes, mesmo em meio às dificuldades.
Como os apagões são constantes, cozinham com carvão e lenha.
