Economistas avaliam que o governo está perto do limite para continuar amortecendo os preços dos combustíveis com o ganho de arrecadação ligado ao petróleo. Neste domingo (4), a leitura apresentada por analistas é de que um novo choque no diesel teria efeito mais difícil de conter sem impacto nas contas públicas. A avaliação reúne riscos para inflação, fretes e atividade de transporte.
O estrategista-chefe da Monte Bravo, Rai Chicoli, afirma que o governo já usou o espaço disponível para sustentar a política de subsídios e que, em determinado momento, o custo para manter os preços pode superar a arrecadação extra associada à alta do petróleo. Segundo ele, uma nova rodada de subsídios provavelmente teria custo fiscal.
A economista-chefe da Mirae Asset no Brasil, Marianna Costa, diz que o diesel acima de US$ 6,50 por galão e a gasolina acima de US$ 4,50 reforçam a pressão política para uma reação do governo dos Estados Unidos, embora o formato dessa resposta ainda seja incerto.
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Na avaliação de Costa, eventuais restrições ao diesel dos Estados Unidos teriam impacto relevante para o Brasil, já que parte importante do consumo interno vem do mercado norte-americano, especialmente após o bloqueio da Rússia. Segundo ela, o repasse da alta do diesel atingiria principalmente fretes e bens industriais.
