A execução mal-sucedida de Christa Pike, na noite da última quarta-feira (30) no Tennessee, não foi a primeira vez que uma injeção letal não ocorreu conforme o planejado.
Não foi sequer a primeira vez neste ano no estado do Tennessee.
“A incidência de pessoas que sobrevivem a execuções certamente aumentou à medida que os estados enfrentam mais dificuldades com a injeção letal“, disse Austin Sarat, professor de jurisprudência e ciência política no Amherst College e autor de vários livros sobre a pena capital.
Na última década e meia, empresas farmacêuticas restringiram o uso de seus produtos em execuções e, há ainda mais tempo, grandes associações médicas, incluindo a Associação Médica Americana e a Associação Americana de Enfermeiros, opõem-se à participação de seus membros ou a proíbem.
O resultado é uma “versão Frankenstein do modelo médico”, afirmou Corinna Barrett Lain, professora da Faculdade de Direito da Universidade de Richmond e autora do livro Segredos do Estado Executor: a História Não Contada da Injeção Letal.
Trata-se de “um procedimento extremamente delicado e sujeito a erros, realizado por pessoas sem treinamento”, disse Lain à CNN, utilizando “drogas compradas no mercado negro, de forma clandestina. É uma receita para o desastre desde o início”.
Execuções por injeção letal apresentaram falhas em cerca de 7% dos casos entre 1890 e 2010, segundo Sarat, cujos dados foram publicados pelo Centro de Informações sobre a Pena de Morte.
