Registros compartilhados nas redes sociais neste domingo mostram trabalhadores da limpeza urbana comparecendo uniformizados aos locais de votação. Algumas dessas publicações apresentam a atitude como uma forma de protesto contra declarações feitas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a profissão, que provocaram forte repercussão entre opositores e nas redes sociais. Não encontrei, porém, confirmação independente de que exista um movimento organizado de garis “por todo o Brasil” com essa orientação.
A polêmica começou após um discurso de Lula em Belo Horizonte, em 29 de agosto. Na ocasião, o presidente afirmou que o trabalho de lixeiro seria uma “profissão muito pobre” e disse que não seria uma profissão que “dá orgulho”, acrescentando que seria uma atividade de quem não teve oportunidade de estudar. Lula não disse literalmente que “ninguém quer ser gari no país”. Na continuação do discurso, também ressaltou a importância desses profissionais e afirmou que a sociedade perceberia rapidamente seu valor caso a coleta de lixo fosse interrompida por uma semana.
Mesmo com o contexto completo, o primeiro trecho gerou críticas e vídeos de trabalhadores reagindo às declarações. Agora, publicações eleitorais associam o uso do uniforme ao comparecimento às urnas a uma espécie de “vingança nas urnas”.
