Uma nova espuma injetável pode evitar amputações e mudar a maneira como ferimentos profundos e complexos são tratados. Pesquisadores da Universidade Técnica da Dinamarca (DTU) desenvolveram uma solução que utiliza um composto de silicone injetado diretamente na lesão. Ao entrar em contato com o ferimento, o material se expande e forma a espuma capaz de preencher a cavidade.
A tecnologia está sendo desenvolvida pela startup AleSac e tem como principal objetivo lidar com feridas que apresentam formatos irregulares e são difíceis de tratar com curativos convencionais. O protótipo foi desenvolvido a partir de pesquisas realizadas na DTU e recebeu financiamento para continuar sua evolução.
Uma espuma que se adapta ao ferimento
Grande parte dos produtos utilizados atualmente no tratamento de feridas é formada por curativos planos. Esse formato pode ser pouco adequado para lesões profundas, que podem apresentar cavidades e diferentes geometrias.
A proposta da nova tecnologia é fazer com que o próprio material se adapte ao espaço da lesão. O composto de silicone é aplicado diretamente na ferida e, depois, se expande até formar uma espuma moldável. Dessa maneira, o material consegue preencher áreas que seriam difíceis de alcançar com um curativo convencional.
Ao entrar em contato com a ferida, o líquido se expande, transformando-se em uma espuma macia e moldável que preenche toda a cavidade da ferida.
Nova espuma injetável pode ajudar a prevenir amputações e selar feridas profundas
