Longos períodos de preparo físico para chegar no dia da competição e você se deparar com uma imagem famosa das grandes metrópoles: um céu azul com uma linha cinza escura bem definida no horizonte, resultado da intensa poluição atmosférica desses locais. Presente no amanhecer e no entardecer, essa paisagem é a que acompanha a maioria das pessoas que se exercitam ao ar livre e pode ser ainda mais prejudicial para os corredores durante as maratonas.
Um estudo publicado na revista científica Sports Medicine em 29 de agosto revelou que a cada aumento de 1 µg/m³ de dióxido de nitrogênio (NO2) na atmosfera foi associado a um tempo de conclusão 1,43 minutos mais lento para os homens e 1,56 minutos mais lento para as mulheres nas provas. Os pesquisadores também descobriram que os efeitos negativos do poluente eram cerca de seis vezes maiores para corredores recreativos do que para os de elite.
Os dados são o resultado obtido após cientistas da Universidade de Leicester, no Reino Unido, analisarem 2.756.553 tempos de conclusão das seis principais maratonas do mundo (Berlim, Boston, Chicago, Londres, Nova York e Tóquio) realizadas entre os anos de 2010 e 2024.
Haja fôlego
Você, leitor da GALILEU, deve estar se perguntando como os corredores de elite não são tão afetados quanto os que disputam de forma amadora, correto? Bem, a explicação é bem simples, na verdade: eles têm menos tempo de prova, ou melhor, eles correm os 42 km em tempos "curtos" em relação aos demais competidores.
Como a qualidade do ar pode prejudicar seu desempenho em uma maratona, segundo estudo
