Após cinco tiroteios em menos de uma semana deixarem pelo menos 46 mortos, a África do Sul enfrenta o desafio de combater um aumento nos crimes com armas de fogo que ameaça reverter os progressos recentes na redução de sua taxa de homicídios, historicamente muito elevada.
Mesmo em um país com uma das maiores taxas de homicídios do mundo, a dimensão das mortes em um intervalo de tempo tão curto causou choque. Especialistas apontam duas causas principais: o crime organizado e a facilidade de acesso a armas de fogo ilegais.
“A África do Sul está inundada de armas”, afirmou Julian Rademeyer, consultor da Iniciativa Global contra o Crime Organizado Transnacional (GI-TOC), organização que monitora o crime organizado.
Essa realidade ficou evidente pelas cápsulas de bala espalhadas pelo chão após oito homens armados com fuzis AK-47 e pistolas abrirem fogo em um bar em Wedela, uma área a oeste de Joanesburgo conhecida pela mineração ilegal, na noite de sábado passado, matando 18 pessoas. Horas depois desse incidente, outras 10 pessoas foram mortas em Lwandle, perto da Cidade do Cabo.
“O tipo de arma faz diferença”, segundo Stanley Maphosa, diretor executivo da Gun Free South Africa, uma organização sem fins lucrativos dedicada a reduzir a violência armada.
