O orelhão, nome popular do protetor para telefones públicos, foi desenvolvido em 1971 para resolver a falta de privacidade e o ruído excessivo nas chamadas em áreas urbanas. Batizado tecnicamente como Chu II pela CTB (Companhia Telefônica Brasileira), o equipamento permitia falar ao telefone no meio da rua sem a interferência do trânsito, tornando-se um ícone do design industrial reconhecido mundialmente.
Inaugurado para a população em janeiro de 1972, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo, o protetor democratizou a comunicação de massa muito antes da existência das telas sensíveis ao toque. Para a Geração Alfa, formada por quem nasceu a partir de 2010 e cresceu em um mundo 100% conectado por smartphones, inteligência artificial e redes sem fio, a estrutura em fibra de vidro e as antigas fichas metálicas parecem relíquias de um passado incompreensível.
No início dos anos 1970, a CTB enfrentava o desafio de oferecer telefonia pública sem construir cabines fechadas, que eram dispendiosas, ocupavam muito espaço nas calçadas e esquentavam no clima tropical. A resposta veio do departamento de projetos da empresa, liderado pela arquiteta e designer sino-brasileira Chu Ming Silveira.
Chu Ming inspirou-se na geometria do ovo para criar uma cúpula em fibra de vidro leve, resistente e capaz de refletir as ondas sonoras externas.
