Integrantes do Partido Novo organizam, por grupos de WhatsApp, um ato em frente ao prédio do ministro Floriano Azevedo Marques, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na zona oeste de São Paulo. O magistrado negou o registro da candidatura de Deltan Dallagnol ao Senado na véspera das eleições.
Neste sábado, 3, Marques reverteu o entendimento do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR), que havia autorizado a candidatura. O plenário do TSE ainda julgará o caso, mas a análise não ocorrerá a tempo da disputa deste ano.
No entanto, o nome de Dallagnol permanecerá nas urnas porque a Justiça Eleitoral já lacrou os equipamentos. O sistema, porém, anulará os votos destinados a ele. Na decisão, Marques também descartou a convocação de novas eleições.
Cassação de Dallagnol
A discussão jurídica começou em 2023, quando a Justiça Eleitoral cassou o registro de candidatura de Dallagnol. Na ocasião, porém, o tribunal concluiu que o ex-procurador havia burlado a Lei da Ficha Limpa
Dallagnol pediu exoneração do Ministério Público Federal (MPF) pouco menos de um ano antes das eleições passadas. Naquele momento, ele era alvo de apurações sobre sua conduta na Operação Lava Jato. Essas apurações poderiam levar à demissão e torná-lo inelegível pela Lei da Ficha Limpa.
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