O número médio de partidos com candidatos a deputado federal caiu cerca de 54% entre 2018 e 2026. A média de siglas ou federações concorrendo à Câmara dos Deputados era 31,9 em 2018, reduziu para 22,2 em 2022 e chegou a 17,3 no pleito deste ano.
Apesar de ser um fenômeno observado em todos os estados brasileiros, alguns entes registram maiores reduções, como Rio Grande do Norte, que foi de 34 para 14; Alagoas, de 31 para 13; e Roraima, de 32 para 14.
O levantamento realizado pela UnB (Universidade de Brasília) ainda mostra que a redução também ocorreu nos três maiores colégios eleitorais do país: São Paulo (antes 34, agora 21), Minas Gerais (antes 34, agora 20) e Rio de Janeiro (33 em 2018 e 21 em 2026).
“Os números mostram uma mudança de ciclo. O eleitor encontra um cardápio partidário bem menos pulverizado do que encontrava há oito anos”, aponta Murilo Medeiros, cientista político da UnB responsável pela análise.
O professor aponta alguns fatores que alteraram a política nos últimos anos como possíveis responsáveis por essa condensação partidária, como o fim das coligações proporcionais em 2017 e a institucionalização das federações partidárias - quando duas ou mais legendas se unem para atuarem como se fossem uma única agremiação.
