A disputa pela Presidência do Brasil em 2026 ganhou um 3º personagem: os Estados Unidos. A campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) levou ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ao STF (Supremo Tribunal Federal) suspeitas de que o governo de Donald Trump (Partido Republicano) esteja atuando, direta ou indiretamente, para favorecer o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
As acusações reúnem episódios registrados desde o início do ano, como a aproximação de Flávio com Trump, a imposição de tarifas sobre produtos brasileiros, a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas e a divulgação de uma minuta com 21 exigências feitas pelo governo norte-americano ao Brasil em 2025.
Nos últimos dias, entrou na lista a revelação de que o Departamento de Estado dos Estados Unidos destinou US$ 1 milhão a um projeto que contesta o STF.
Nenhum desses episódios, isoladamente, comprova que Washington esteja financiando ou coordenando a campanha de Flávio. O senador e o Departamento de Estado norte-americano negam interferência eleitoral.
Uma pesquisa PoderData/Aya realizada em julho ajuda a dimensionar o peso eleitoral da relação com Washington. 42% dos eleitores disseram que um eventual apoio de Donald Trump a um candidato à Presidência teria impacto negativo sobre a campanha do escolhido. Outros 32% consideraram que o efeito seria positivo, e 20% disseram que não faria diferença.
