A campanha de Flávio Bolsonaro (PL) não espera que o candidato reúna as multidões que marcaram atos de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), ou momentos da trajetória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Para ampliar o alcance da candidatura, integrantes do núcleo político dividiram temas, públicos e regiões durante o 1º turno.
Até ser lançado candidato à Presidência, Flávio era um político mais habituado aos bastidores do que aos grandes palanques.
O senador Rogério Marinho (PL-RN) assumiu a coordenação da estratégia. Dentro da equipe, é tratado como uma espécie de “técnico”. A comparação com um time também aparece em expressões como “vitória”, usadas pelos integrantes da campanha para descrever a divisão de funções.
Flávio permaneceu no centro da candidatura, enquanto seus aliados buscaram públicos específicos. Os integrantes do grupo raramente viajaram juntos: seguiram compromissos próprios para pedir votos ao candidato à Presidência.
DANIELLA MARQUES
Daniella Marques concentrou o diálogo com mulheres, empreendedores e representantes do mercado financeiro.
Sua presença nas redes sociais cresceu durante a campanha. O perfil de Marques no Instagram se aproxima de 1,5 milhão de seguidores. Segundo sua equipe, esse número foi alcançado sem impulsionamento.
Conhecida como Dani no entorno de Flávio, passou a participar de debates públicos e a responder a adversários políticos.
