O governo Lula se recusou a fornecer a Oeste os gastos com alimentos e bebidas em eventos no Palácio da Alvorada.
A coluna solicitou datas, cardápios, quantidades de bebidas alcoólicas e não alcoólicas, número de participantes, custo total e nome e CNPJ dos fornecedores, por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI), mas recebeu uma resposta protocolar.
A Casa Civil informou que dados capazes de "comprometer a segurança" presidencial estão classificados no “grau reservado”. Indicou ainda dois links: um para a agenda oficial de Lula e outro para a página de informações classificadas do órgão.
O pedido abrangia cerimônias custeadas com recursos públicos desde 1º de janeiro de 2023.
Sem transparência do governo Lula
A solicitação de Oeste acerca dos eventos excluiu expressamente encontros estritamente familiares bancados integralmente com recursos privados.
Também previa o fornecimento da parcela não sigilosa dos registros, caso parte das informações estivesse protegida.
Para fundamentar a restrição, a Casa Civil citou o artigo 24, § 2º, da LAI e os artigos 25, inciso VIII, e 29 do Decreto 7.724/2012, que tratam da proteção de informações capazes de colocar em risco a segurança de autoridades e de seus familiares.
+ 8/1: "vaquinha" paga multa de quase R$ 16 mil de condenado
O órgão não explicou, porém, como a divulgação de custos, quantidades e fornecedores de eventos já realizados poderia comprometer essa segurança.
