Urnas eletrônicas serão submetidas neste domingo (4), durante o primeiro turno das eleições, ao Teste de Integridade, uma das auditorias realizadas pela Justiça Eleitoral para verificar se os equipamentos registram e contabilizam corretamente os votos digitados.
O procedimento é realizado desde 2002 e funciona como uma votação simulada. Antes do teste, são preparadas cédulas de papel com votos conhecidos. Ao longo do mesmo período em que ocorre a votação oficial, o conteúdo dessas cédulas é digitado nas urnas selecionadas para a auditoria. Ao final, o resultado eletrônico produzido pelo equipamento é comparado com os votos previamente registrados no papel.
A lógica é permitir uma conferência independente do funcionamento da urna: como já se sabe de antemão quais votos foram inseridos no equipamento, é possível verificar se o boletim emitido ao fim do teste reproduz exatamente o conteúdo das cédulas. Pela regulamentação do TSE, o objetivo é atestar que a contabilização dos votos ocorre conforme aquilo que foi digitado.
As urnas utilizadas no teste são selecionadas antes do pleito. Já o teste de integridade ocorre durante todo o período de votação e é acompanhado por representantes de instituições fiscalizadoras.
Nas eleições deste ano, o TCU (Tribunal de Contas da União) também acompanha os testes realizados nas 27 unidades da Federação para verificar o cumprimento das normas e dos procedimentos previstos pela Justiça Eleitoral.
