O Relatório de Estatísticas Fiscais do Banco Central revelou que a Dívida Bruta do Governo Geral atingiu 82,9% do PIB em agosto, o equivalente a R$ 11,1 trilhões. O resultado representa um aumento de 0,3 ponto percentual, com quase R$ 10 bilhões provenientes do déficit do setor público consolidado.
Em entrevista ao CNN Money, o economista Arnaldo Lima defendeu a necessidade de reformas estruturantes para estabilizar a trajetória da dívida pública brasileira.
Para ele, o avanço na arrecadação, que cresce mais de 11% em termos reais, é positivo, mas insuficiente diante do crescimento das despesas obrigatórias. “Precisamos de reformas estruturantes para que podermos equilibrar a trajetória de dívida”, afirmou.
Arnaldo Lima alertou que a projeção indica uma trajetória crescente da dívida até 2030. Segundo ele, o ponto mais crítico não é o nível atual da dívida, mas sim a necessidade de estabilizar seu crescimento.
“O mais importante do que o nível da dívida em si é estabilizar o seu crescimento”, destacou. O economista também ressaltou que, pela metodologia do FMI, a dívida bruta brasileira chega a 94,5% do PIB, patamar superior à média de 77% dos países emergentes.
Lima apontou que a taxa de juros e as despesas obrigatórias são os principais fatores que pressionam a dívida bruta.
