O vencedor das eleições de 2026 assumirá o governo diante de um cenário econômico repleto de desafios de grande magnitude.
Entre os principais pontos de atenção estão o crescimento da dívida pública, a redução de despesas livres no orçamento federal, a implementação da reforma tributária e o baixo crescimento da produtividade.
O primeiro e, possivelmente, mais urgente desafio é a contenção do crescimento da dívida pública brasileira.
Embora a relação dívida/PIB do Brasil não supere os 100% como em algumas economias, a taxa de juros real praticada no país está em patamares elevados. Apesar de ainda estar abaixo dos 100%, a relação vem subindo nos últimos anos, chegando a 82,9% do PIB.
A dívida total do país, somando governo federal, estados, municípios, estatais e o INSS, supera os R$ 11 trilhões. Já o custo médio anual dos juros está em torno de 13,05%, e somente neste ano o Brasil pagou mais de R$ 800 bilhões em juros.
Agravando o quadro, 58% da dívida está atrelada à taxa Selic, o que torna a política fiscal diretamente dependente das decisões do Banco Central.
Orçamento comprimido e reforma tributária
Outro desafio relevante é o chamado esmagamento do orçamento. Mais de 90% do orçamento brasileiro é classificado como obrigatório, o que impede qualquer margem de manobra por parte do governo ou do Congresso Nacional.
