O cancelamento do debate de quinta-feira pela Rede Globo foi o momento mais baixo da campanha de primeiro turno mais suja da história da Nova República, marcada pela interferência ilegítima de ministros do STF sem nenhum pudor para pesar a sua mão peluda sobre o processo eleitoral.
Tudo aponta para um segundo turno ainda mais escandaloso, uma vez que deixaram de existir já faz tempo vasos comunicantes entre esses ministros e uma sociedade em choque com juízes que se comportam como se fossem donos do país.
Gilmar Mendes trata o Brasil como se fosse latifúndio seu; Flávio Dino, como se fosse sua capitania hereditária; Alexandre de Moraes, como se fosse campo de trabalho forçado do qual é diretor. Eles têm serviçais em outros tribunais superiores, na PF, na PGR, na política e na imprensa.
No caso do debate da Globo, lançaram mão de uma ação combinada com o deputado Paulinho da Força para tentar impor a presença de Renan Santos e, assim, acuar Flávio Bolsonaro.
Em paralelo, uma ex-funcionária de Flávio Dino e partidária de Lula, que faz as vezes de ministra do TSE, ordenou que a emissora retirasse o púlpito vazio destinado ao chefão petista, ausente de vontade própria, para não desgastar a imagem do candidato fujão junto aos eleitores.
Diante desse atentado às regras combinadas com os representantes dos candidatos e à liberdade de imprensa, a Rede Globo seguiu o único caminho preconizado pela dignidade e cancelou o debate.
