Airton José Júnior trabalha como mesário desde a volta do voto direto para presidente, em 1989. Atualmente, preside uma seção eleitoral na Asa Norte, em Brasília. Em entrevista ao Poder360, disse que a urna eletrônica, adotada a partir de 1996, tornou a apuração mais rápida. Antes, relata, a contagem dos votos no Distrito Federal podia levar “2, 3 dias”.
Ele conta que, na 1ª eleição em que trabalhou, chegou a uma escola na Asa Norte para votar e descobriu ali que havia sido convocado como mesário. Na época, a convocação era feita por carta, mas que não havia recebido a correspondência. A partir daí, continuou a trabalhar nas eleições: “Nunca mais deixei de trabalhar em todos os processos, em todos os pleitos da eleição”.
Antes da urna eletrônica, o eleitor registrava o voto em uma cédula de papel e a depositava em uma urna de lona. Segundo Airton, ao fim da votação, as urnas eram transportadas para um ginásio, onde se fazia a apuração.
As cédulas eram distribuídas em bancadas, sob o acompanhamento de fiscais dos partidos e das coligações. “A contagem era feita voto por voto e candidato por candidato”, disse. Airton relatou que o trabalho era “bem árduo” e avançava até tarde.
Como presidente da seção, Airton é responsável por manter a ordem no local, checar as credenciais dos fiscais, iniciar e encerrar a votação e providenciar a entrega dos materiais à junta eleitoral. Pode requisitar força pública quando necessário.
