Um novo laudo do Instituto de Criminalística de São Paulo concluiu que a soldado Gisele Alves Santana não cometeu suicídio. O tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, então marido da vítima, é acusado pelo feminicídio e está preso desde março deste ano.
O documento da perícia, ao qual a CNN Brasil teve acesso, determina a “impossibilidade de que Gisele tenha atirado contra a própria cabeça”.
De acordo com o laudo, foi constatado que houve um desacordo material entre o que condiz com um suicído e um assassinato. Os peritos realizaram a verificação da capacidade física e mecânica da vítima, um teste de visibilidade e a medida técnica do padrão e do sentido em que o sangue da sargento escorreu.
O laudo é o segundo realizado para responder a questionamentos apresentados por um assistente técnico da defesa. O Instituto de Criminalistíca manteve a mesma conclusão do laudo anterior.
A defesa da família de Gisele diz que “o feminicídio é patente” e que não possuem “nenhuma dúvida” de que o tenente-coronel cometeu o crime. Ele deve ser ouvido em audiência nesta segunda-feira (5).
As conclusões do novo laudo
De acordo com o documento, os testes realizados pela perícia não condizem com a versão dos fatos contada pelo tenente-coronel por razões de incompatibilidade com o local em que a arma do crime estava. Segundo o Instituto de Criminalista, a arma estava guardada em um guarda-roupa maior que Gisele.
