A ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis) aprovou na 6ª feira (2.out.2026) a delimitação de 11 novos setores exploratórios na Margem Equatorial Brasileira e a configuração de 501 novos blocos exploratórios nessas áreas.
Os novos setores somam aproximadamente 380 mil quilômetros quadrados e incluem áreas das 5 bacias da Margem Equatorial: Barreirinhas, Ceará, Potiguar, Pará-Maranhão e Foz do Amazonas, onde a Petrobras já encontrou petróleo ao perfurar o Poço Morpho. Os 501 blocos estão localizados em águas com profundidade superior a 3 mil metros.
A decisão atualiza a organização territorial da região após a ampliação do limite exterior da Plataforma Continental Brasileira, que recebeu aval da ONU (Organização das Nações Unidas) em março de 2025.
Na ocasião, as Nações Unidas reconheceram o Plano de Levantamento da Plataforma Continental Brasileira, coordenado pela Marinha e apresentado pelo Estado brasileiro, ampliando oficialmente a área sobre a qual o país exerce direitos soberanos para fins de exploração dos recursos naturais do leito e do subsolo marinhos.
BLOCOS AINDA NÃO VÃO A LEILÃO
A delimitação de novos setores pela ANP é o ato técnico e legal de definir e recortar áreas geográficas no subsolo com potencial para a exploração e produção de petróleo e gás natural.
