As três redes de farmácias negociadas na Bolsa de Valores perderam, juntas, R$ 1,6 bilhão em valor de mercado diante da perspectiva de maior concorrência com o Mercado Livre. A queda ocorreu entre 23 de setembro e quinta-feira 1º, período marcado pelo anúncio da expansão da plataforma no comércio de medicamentos e pelos questionamentos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) sobre a regularidade da operação.
Segundo o jornal O Globo, a desvalorização atingiu a RD Saúde, proprietária das marcas Raia e Drogasil, a Pague Menos e a Panvel. Na sexta-feira, 2, as empresas recuperaram parte das perdas, em um dia de alta do Ibovespa. Os papéis da Pague Menos avançaram 6,63%, enquanto os da RD Saúde e da Panvel registraram valorizações de 4,11% e 3,23%, respectivamente.
Na quarta-feira, 30 de setembro, a controvérsia sobre a expansão do Mercado Livre ganhou um novo capítulo com os questionamentos da Anvisa. Conforme informações divulgadas pelo g1, a agência havia confirmado, no dia anterior, que notificara a empresa para obter esclarecimentos sobre suas atividades no comércio de medicamentos.
A fiscalização abrange a documentação da drogaria responsável pelas vendas, incluindo a autorização de funcionamento, o alvará sanitário, o endereço do estabelecimento e a identificação do farmacêutico responsável técnico.
O órgão também solicitou informações sobre a verificação das receitas médicas e os procedimentos adotados para armazenar e transportar os produtos.
