Quando se fala em prevenção da saúde cardiovascular, ainda é comum pensarmos em colesterol, pressão alta, diabetes e infarto. A saúde da aorta tende a ter pouco espaço nessa conversa. Embora algumas de suas doenças possam evoluir silenciosamente, quando elas se manifestam, representam uma emergência de alta gravidade - um quadro que demanda intervenção clínica imediata.
Quem corre mais risco e como detectar cedo
Um exemplo é o aneurisma de aorta abdominal. Em muitos casos, a condição não tem sintomas e é descoberta por acaso, durante um exame realizado por outro motivo. Por isso, é importante identificar pessoas que apresentem maior risco e avaliar, quando indicado, a necessidade de investigação mais minuciosa.
Homens a partir dos 60 anos, principalmente os que fumam ou já fumaram, estão entre os grupos que despertam maior atenção. O histórico familiar também deve ser considerado. Irmãos de pacientes diagnosticados com aneurisma podem apresentar risco aumentado e, por isso, devem ser avaliados individualmente por um profissional de saúde, que poderá definir a necessidade de investigação e acompanhamento.
Nesses casos, quando indicado, exames de imagem, como o ultrassom de abdômen, podem identificar uma dilatação da aorta antes que ela provoque sintomas ou traga complicações.
A experiência de países que adotam estratégias de rastreamento para grupos de risco mostra que existe espaço para discutir uma abordagem mais preventiva.
