O repórter Michael Graczyk acompanhou quase 500 execuções de presos realizadas no estado americano do Texas.
AP via BBC
O repórter Michael Graczyk acompanhou quase 500 execuções de presos realizadas no estado americano do Texas e não parou nem depois de se aposentar da agência Associated Press (AP), em 2018.
Ele se lembra de dois casos em que as agulhas saíram e precisaram ser reinseridas para que a execução fosse concluída, mas nunca de um caso em que o preso sobreviveu.
Foi o que aconteceu nesta semana no Tennessee, quando Christa Pike, de 50 anos, continuou respirando e roncando alto depois de duas doses de pentobarbital, o barbitúrico usado no protocolo de injeção letal do estado.
Vídeo mostra Christa Pike, que sobreviveu à injeção letal, durante julgamento em 1996
Graczyk, de 76 anos, diz que não ficou totalmente surpreso ao saber do caso e que, na verdade, já havia pensado nessa possibilidade ao longo de décadas de carreira como jornalista no Texas.
"Para mim, era só uma questão de tempo", disse à BBC News.
O Tennessee administrou duas doses letais para executar Christa Pike, mas ela sobreviveu.
Reuters via BBC
Segundo a Associated Press, o protocolo de execução do Tennessee prevê um segundo conjunto de seringas com pentobarbital, caso a pessoa não morra com o primeiro. Mas o protocolo não diz o que fazer se o preso continuar vivo depois disso.
'Presenciei quase 500 execuções de presos - e nunca vi uma como a de Christa Pike'
